janeiro 28, 2010

As Doze edições da Turma da Mônica Jovem - parte final

Turma da Mônica Jovem nº11

Novo arco de duas partes “SER OU NÃO SER”.

Tudo começa durante um campeonato interescolar onde o colégio do Limoeiro (a escola de nossos heróis) enfrenta a escola Nova Pindorama.

O time da turma se prepara exaustivamente para o jogo, liderados pelo Titi vão a campo. As meninas fazem sua parte sendo lideres de torcidas com pom pom e tudo. O jogo começa e as loucuras de sempre acontecem o Cebola se mostra um perna de pau, as meninas começam um barraco, o prof... Digo... Treinador se é do tipo rigoroso e o Cascão se revela a estrela do time aos olhos admirados de Dudu e também um estranho casal aparentemente vestidos como militares.

Graças ao fedorento artilheiro, o time do Limoeiro vence a partida e comemora, menos o próprio astro do time que vai em outra direção. O metidinho do Dudu resolve seguir o ídolo.
Em casa, Cascão cai no sofá para assistir a série de ficção científica do Cosmoguerreiro (uma obvia citação de Jaspion) deixando Dudu com o queijo no chão, pois imaginava que fosse algo relacionado a futebol, principalmente quando soube que o ator dessa série o tal Leonardo Nemoi, estaria numa convenção de admiradores de sci-fi que seria no mesmo dia da final do campeonato.
Dudu aparece e repreende o rapaz, que se revela praticamente um nerdão que gosta de quinquilharias relacionadas a sci-fi e action figure.
Decepcionado, Dudu deixa seu herói para trás ameaçando contar tudo para os demais, Cascão não se abala, pois para ela tudo aquilo é uma inspiração para ele. Até que surge do nada um enorme robô igual da série do Cosmoguerreiro em cima do telhado de sua casa, após avisar o seu pai o autômato desaparece como se fosse uma ilusão, deixando o sugismundo questionando sua sanidade. O time do Limoeiro se prepara para jogar contra o colégio científico Geminoid e Cascão está tremendamente tenso depois de ter visto a máquina. Depois de ser examinado pelo doutor Ráuse (satirizando quem? Adivinhem!) ao sair na rua é novamente perseguido e se esconde.
Novamente Dudu o surpreende e acha que o Cascão esta ficando lelé de tanto assistir suas séries de ficção. O fedorento tenta por as idéias no lugar mas ainda esta apavorado após constar que não é coisa de sua cabeça.

É um pouco difícil, para mim avaliar a história, mas há tramas dispersas, como as meninas lideres de torcida, o time do Limoeiro na final do campeonato e o Cascão vendo robôs.
O inicio achei bem legal, conseguiu me divertir. As piadinhas foram bem colocadas, como as do gol contra “do Contra” (que comemorou ainda o miserável) as meninas desajeitadas como lideres de torcida (isso tem por aqui, certo?). E claro, tem o mistério envolvendo o Cascão (o que dizia odiar RPG) que se vê perseguido por robôs iguais da série que assiste. E qualé daqueles “militares”? Terão algo a ver com isso? Qual o interesse no garoto cascudo?


Turma da Mônica Jovem nº 12

A conclusão de “Ser ou não ser?”

Cascão vai mal nos treinos, devido as suas “alucinações” deixando todos intrigados sobre seu comportamento.

Para piorar o Dudu vive em cima dele dando indiretas.Ao andar na rua, acaba se encontrando com o estranho “casal militar” que se dizem olheiros de jovens craques e propõe ao sujismundo entrar para um time profissional, mesmo tentado ele recusa a oferta, principalmente após perceber que os dois pertencem ao colégio cientifico Geminoid.
Logo aparece a Mônica de surpresa e é interrogado tendo que se abrir pra ela sobre seus problemas. A garota da uma moral para o Cascão treinar sem parar (como o Cebola faz) e logo os resultados são eficientes.
Cascão indaga de onde a Mônica aprendeu esse ensinamento futebolístico e ela apenas diz que nem sabe nada de futebol, só se inspirou num episódio do Cosmoguerreiro para surpresa do fedorento. Dudu ainda incomoda, mas o Cascão não esta mais nem ai e se esqueceu dos problemas.

No dia do famigerado jogo as meninas estão com um problema, pois a Denise ficou deprimida porque foi ignorada pelo jogador do time adversário (aliás todos eles são iguais!) deixando as garotas na mão, logo a veterana Aninha toma o lugar dela.
No vestiário masculino (aaah... saco! Precisava botar essa parte?!), os garotos também adotaram o método de treino do Cascão. O jogo esta prestes a começar enquanto o Titi tem aqueles ataques de machismo ciumento com a Aninha vestida de mini saia e ela dá um paratequieto no chauvinista (não é o porco do Cascão!), pois ele reclamava que ela fazia o mesmo com ele.

E o jogo começa pra valer e o time do Limoeiro já leva um baile do Geminoid. Cascão se dá conta que todos estão imitando o seu estilo e conclui que todos eles são robôs, claro que ninguém acreditou (apesar dos jogadores parecerem a mesma pessoa e não demonstrarem emoções) e eles voltam ao jogo e com a ajuda do treinador o jovem cascudo muda de tática e passa a bola pro Cebola fazer o gol. O outro suatime tenta reagir até que a Mônica “sem querer” joga um pom pom num dos jogadores arrancando sua cabeça... O QUÊ?! Calma... Era só um robô como o Cascão havia dito e o técnico (que também assiste Cosmoguerreiro) confirmou.

Todo o esquema dos robôs foi obra do colégio científico Geminod que os construiu para testar se um time de robôs fosse capaz de vencer um time humano. O fato de que os robôs que perseguiam o Cascão eram parecidos com os do seriado do Cosmoguerreiro era que os cientistas eram fãs da série também. No final Geminoid é desclassificado e constatam através do metido do Dudu que o experimento é falho pois os robôs apenas imitam e não teriam a determinação e a criatividade de um jogador normal.

Resolvido tudo, Cascão finalmente consegue ir a sua convenção de ficção cientifica e leva galera junto só lamentando não ter visto o seu ídolo de perto, o tal de Leonardo Nimoi, mas tudo acaba bem. No geral achei a história divertida e só, mais pela empatia com a condição do Cascão. Acho interessante como a história se divide em situações como havia falado antes culminando no jogo.
Não chega a ser uma grande aventura e sim, uma história do dia a dia com elementos fantásticos. Têm inúmeras referencias da cultura pop como Jaspion e Dr. House.
Também tem as lições de superação que é de praxe em qualquer história de esporte. Achei bem introduzida na história não ficou muito pedante como costuma ser neste tipo de trama. Notei uma escala de lições do tipo que a Mônica dá no Cascão em seguida o Cascão dá outra moral no Dudu e o próprio da uma no pessoal do colégio Geminoid.
Este arco não é memorável, mas vale a diversão principalmente a aqueles que curtem nerdices da antiga e não se incomodam de ver pela enésima vez seu saudoso seriado favorito. Se não for do seu interesse então não achará a história boa.


E estas foram as 12 primeiras edições da Turma da Mônica Jovem, a conclusão que tenho em um ano é que o espírito da Turma da Mônica permanece nas histórias o que por um lado é bom e por outro carece de uma coisa para classificar de “jovem”, pois muitas vezes a coisas que parecem subestimar a inteligência dos mesmos.
Como disse antes, é um receio típico em lidar com personagens de origem infantil, o que acho normal. Reparem que nenhum dos personagens principais tem um desvio de caráter muito grande e seguem um padrão exemplar básico. Posso dizer com segurança que as principais características de Mônica e Cia foram até suprimidas em nome do “dar o exemplo”.
Eu não estou dizendo que eles devem entrar pro crime ou começar a tomar drogas, só que jovens costumam entrar em conflito com tudo. De repente, o Cascão entra pra uma religião oriental e resolve não tomar banho nunca mais ou a Magali se torne vegetariana e chata que fica marcando até o pai quando come uma fatia de presunto e daí por diante. O motivo pelo qual fiz esta resenha é que como este blog é um fanfiction de uma versão de uma Turma da Mônica Jovem, nada mais justo do que fazer uma “analise” sobre isso que abrange apenas as doze primeiras edições. Com o tempo farei com as mais atuais.

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Tá! Ótimo! É claro que não posso escapar de fazer comparações entre os dois universos. Se reparar bem, Menores do Amanhã é um universo voltado para a ação, então os personagens são construídos dessa maneira. As aventuras são sombrias e complexas e ficam dentro de uma trama maior. Os vilões são realmente maus chegando as vezes a matar, para conseguir seus objetivos.Tento amenizar isso, dando uma vida cotidiana aos personagens, que aparentemente estão acostumados com o ambiente.
A TMJ vive de “aventuras regradas” os vilões nunca passam do limite, apesar do humor compensar um pouco, mas pode ficar chato se sustentar nesta muleta criativa.
Notei que trabalham melhor nas histórias do dia a dia.
Quanto aos personagens volto a dizer sobre a questão de supressão das características. Para ser fiel a fonte, eu não fiz isso. Apenas dei “upgrade” nelas.



A M, comparada com a Mônica é mais atlética tem aquele temperamento, mas não bate nos meninos da rua (a não ser com Cebol quando fica abusado ou quando o Lixo começa a pirar) e sim em exércitos, robôs gigantes e monstros mutantes e sem o menor pudor quanto ao uso da sua força. Já a Mônica é obstinada e dependendo do roterista determinada, muitas vezes nega o uso da força ou entrar em confrontos diretos.


O Cebol é uma “agradável coincidência” com a sua contra parte, o Cebola. Ambos sempre tem um plano, mas tomam rumos diferentes. Um é ligado exclusivamente na arte do skate e cultura urbana o outro é mais engenhoso ligad em informática. Mas ambos são garotos normais e pagam pau para suas determinadas dentuças.


Lixo é um caso estranho, enquanto o Cascão começou tomar banho e parou de viver no lixo, a sua contraparte em Menores É O Lixo, pode até tomar banho, mas para ele isso não é necessário.
Cascão para mim era um personagem dúbio por isso, Lixo é um tipo meio bom e meio mau (como o Hulk, por exemplo) atormentado. Por isso tem um aspecto gótico totalmente o contrario do jovem Cascão esportista e nerdão nas horas vagas (que é mais semelhante ao Cebol).


Quanto a Maga, dei um bom motivo para sua gulodice, relacionando a seus poderes de super velocidade ela pode comer grandes quantias de comida sem ao menos engordar. Já a Magali na TMJ está controlando o que come para manter a forma.


Os Franjas são muitos diferentes em vários aspectos. Um deles começou a fazer fortuna com suas invenções e sua franja é bem aparente chegando a cobrir os olhos. Não! Ele não é emo, crianças... Se perguntarem a alguém mais velho (ou procurarem na internet) sobre o Recruta Zero ou o Multi-Homem do desenho animado “Os Impossíveis” verão que essa idéia foi antes dessa tal modinha. O outro tem franja, mas não tão aparente e ainda é um típico jovem normal. Cria inventos, mas não tem grandes pretensões com eles no momento.



Bem, vão dizer que é outro "mimimi" (ahaha! Adoro esse termo do MdM) meu, mas escrevi isso para melhor entender o que é essa TMJ e qual o caminho que talvez tomem nos próximos anos. De qualquer maneira, Menores do Amanhã continuará seu próprio caminho, os personagens evoluirão na medida do possível, pois tenho muita história pra contar.

Até.

2 comentários:

Gwen disse...

bom,achei legal o que fez(so agora que descobri seu blog)entao, é verdade o que voce diz do cascao tomar banho, o lixo eu acho que é melhor, tipo, o lixo é como o Shadow(do sonic)ou entao como Batman(meu deus, se nao conhece...)e a m é bem melhor e mais boa que a monica(a m leva como...tudo na esportiva,tenta ser boa aos outros, ja a monica nao é boa aos outros e diz que é)(claro que menos na ediçao 10)o cebol comparado ao cebola, sao muito parecidos, e a maga com a magali tambem,mas o franja com o franja(doido hein)sao como parecidos e diferentes(mais doido e confuso do que nunca)e ao mesmo e ao mesmo tempo(caramba,quebrei o recorde)como o que eu entendi,mais umas(UMAS? hein?)coisas,porque nao fez com a casca e a cascuda(prefiro o nome casca que cascuda,cascuda parece que é INSULTO)e tambem, foi voce ou mauricio que fez assim, a turma grande???
responda please!!!!!!!!

bom, bye and bye(hehe)
ps:escrevi demais nao????

Rogério de Souza disse...

Oi, Gwen. Obrigado pelo apoio e fico contente em saber que gostou do fanfic.
Sobre sua questão, bom posso dizer que fiz Menores do Amanhã em 1998 como exercício de imaginação. Mandei essa idéia para a fonte e a resposta foi essa:
http://menoresdoamanha.blogspot.com/2009/05/voce-ja-mandou-essa-ideia-para-o.html

Atualmente tenho noção que Mauricio e sua equipe trabalham com um estilo deles dificilmente vão sair disso e não posso convence-los do contrário, mas continuo fazendo este projeto.
Novamente agradeço o apoio e pode comentar a vontade.

Abraço.